Entre os dias 18 e 23 de março, em João Pessoa, Paraíba, ocorreu o XX Encontro Norte e Nordeste de Estudantes de História, organizada pela FEMEH (Federação dos Movimentos de Estudantes de História) e contando com o apoio dos Centros Acadêmicos de História da UEPB (Campina Grande e Guarabira) e da UFPB. Pela primeira vez um evento desta natureza aconteceu no estado da Paraíba. Com seus pontos positivos e negativos queremos esclarecer alguns fatos que permaneceram infelizmente até o momento incompreendido por parte dos alunos e professores de nosso curso. Vamos a um pequeno passeio pelas Grandezas e Misérias do EREH 2008.
As Grandezas
Acreditamos que o principal ponto positivo de um evento desta natureza é a incrível interação existente entre os estudantes das varias regiões dos estados do Norte e Nordeste. Essa interação deve ser compreendida em todos os sentidos possíveis. A diversidade cultural, a multiplicidade de Temas e Objetos estudados nas pesquisas realizadas e apresentadas nos Simpósios Temáticos, às práticas culturais distintas, os sons, os sabores e os sotaques tão diferentemente encantadores, presentes nos corredores, nas salas e nas filas. Outro ponto que devemos destacar no EREH 2008 durante a semana santa na UFPB foi à qualidade das atrações culturais e artísticas. Os Filmes e as peças de teatro. Destaque maior para as divertidas e sensuais noites cheias de música, para aqueles que curtem uma paquera e uma boa dança. Forró, Rock, Samba, Reggae. Vários ritmos e sons. Corpos e bocas em movimento. Babilônia irmãos! EREH Gay e EREH Sapa. Foi um sucesso, devido à alegria e o humor dos nossos estudantes Historiadores. Foi à tradição do evento falando mais alto. O que vai nos deixar belas e inesquecíveis lembranças.

As Misérias
Antes de tudo pedimos nossas sinceras desculpas a todos os estudantes que não gostaram do evento, pelas falhas e limitações na qual estamos assumindo a partir de agora. O perfil de um estudante que vai a um EREH é de um sujeito festivo. Na realidade encontros como os de Estudantes de História podem ser definidos como lúdicos ou carnavalizadores, no sentido do pensador Russo Mikhail Bakhtin; cuja festa, o sabor dos contatos, das amizades e das possíveis paixões estão em primeiro plano. A essência festiva do EREH tem suas origens em épocas Pós-governo militar, trazendo características próprias que vem de gerações, centrados na transgressão de valores morais e no distanciamento ideológico. O academicismo e a consciência política estiveram em segundo plano (infelizmente). Isso tudo marca as mudanças de Valores de uma época.
Vamos as principais falhas do EREH 2008 e suas respectivas explicações.
A FALTA ÁGUA E ENERGIA. Um dos principais problemas do evento foi à falta de água e de energia ocorrida por vários dias. O fato se explica pelas disputas políticas internas de âmbito da Reitoria na UFPB. O certo é que a Reitoria boicotou o evento suspendendo a água devido as suas intrigas com o Centro de Humanidades. Nós do COEREH fizemos o que foi possível, conversamos com os responsáveis, tanto é que, nos últimos dias do evento não houve problemas com relação à falta d’ água.
COEREH FANTASMA. È fato notório na organização do EREH 2008 a ausência de parte dos membros iniciais da Organização. Dos 70 responsáveis de início, apenas 35 trabalharam realmente durante os cinco dias do evento. Na verdade esse fato é uma característica infelizmente comum em quase todos os eventos de estudantes, o descompromisso de parte daqueles que assumem responsabilidades, mas não cumprem seus deveres.
DEFICIÊNCIAS NA COMUNICAÇÃO. Outro ponto deficiente está ligado a Ausência de Comunicação com os participantes. Muitas atividades ocorreram sem que os estudantes soubessem que estavam acontecendo. O ideal seria na verdade um uso de um meio de comunicação de massa como o rádio. Só assim todas as informações circulariam com eficiência. Entretanto, sem este meio só poderíamos contar com o boca a boca e o uso de cartazes.
O CASO DURVAL MUNIZ. O fato ridiculamente vergonhoso foi à ausência da conferência inicial do professor doutor Durval Muniz de Albuquerque Jr na terça feira. O caso resumisse na nossa total incompetência naquele momento do encontro, em delimitar o tempo necessário das outras atividades, somado a pressão dos participantes em se credenciar. As desculpas formais já foram encaminhadas ao distinto mestre autor do fabuloso “A Invenção do Nordeste”. Ele aceitou felizmente. O texto de sua conferência esta disponível a todos os estudantes e professores interessados para tirarem cópias na sede do Centro Acadêmico de História.
O CASO RU. Quanto ao restaurante universitário foi realmente lamentável a qualidade das refeições. Entretanto, o fato resume-se na política alimentar do próprio Restaurante. Na realidade poucos são os RUs no Brasil que oferecem uma comida de qualidade.
CONCLUINDO: O EREH FOI UM EVENTO DE ESTUDANTES PARA ESTUDANTES. Seria impossível não cometer erros. Assumimos isso. Foram muitos, sabemos. E pedimos nossas sinceras desculpas a todos aqueles que participaram, entre alunos (amigos agora de corredores) e professores de nossa instituição (pelas falhas de apoio e de infra-estrutura). E tenham plena certeza que todos nós do centro acadêmico fizemos o melhor e o possível pelo bem de vocês no evento.